Como disse João Paulo II, não é possível separar estes “dois fenómenos”, estas “duas legendas”, estes “dois nomes”. Francisco é para Clara e suas Irmãs o precursor que indica o caminho, “fundador, plantador e auxílio”, solícito em cultivá-las com a palavra e com as obras, como sua plantinha; “coluna e única consolação depois de Deus e o nosso apoio” (TCL 38). É muito significativo que, no Testamento, ao falar da própria vocação, Clara faça constantemente referência a Francisco.
Por sua vez, Clara é para Francisco conselheira e luz para discernir a vontade do Senhor nos momentos de dúvida (LM 12,2-5) e sempre “uma ajuda semelhante a ele” (Gn2,20). É também significativo que, nas horas de desânimo e de treva, Francisco retorne a São Damião para procurar, junto de clara, o consolo de que necessita.
De Francisco, Clara recebe Deus, recebe o afecto e o impulso para lançar-se a viver até ao fundo o Evangelho com uma decisão irrevogável (cf. TCL 5).
De Clara, Francisco recebe iluminação do Senhor. Clara é o reflexo de Francisco, no qual se vê como num espelho (PC 3,29). O rosto de Francisco, por sua vez, é iluminado pela pureza e pela pobreza de Clara. Por sua vez, Clara convenceu Francisco, a ponto de tornar-se para ele uma imagem de Maria, por sua radicalidade, por sua confiança incondicionada em Deus, por sua fragilidade cheia de força, pela sua lealdade e pela sua fidelidade…
(Carta do Ministro Geral (2004), Clara de Assis e de hoje, pag.5-6)
Prece Diária:
Torna-nos, Senhor, sempre diligentes na caridade e solícitos para com todas as nossas Irmãs Clarissas, tal como Francisco o foi há 800 anos.

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